Exército Brasileiro · DSG · 2018
Introdução e Objetivos
ET-ADGV 3.0 — Exército Brasileiro, DSG, publicada em 21/12/2018

A Especificação Técnica para Aquisição de Dados Geoespaciais Vetoriais (ET-ADGV) versão 3.0 é a norma que define as regras de aquisição de cada classe de objetos previstas na ET-EDGV 3.0. Ela determina como as feições devem ser digitalizadas — incluindo geometria, atributos, dimensões mínimas, regras topológicas e critérios de seleção.

📌 Relação ET-EDGV × ET-ADGV A ET-EDGV 3.0 define o que existe (estrutura de dados, classes, atributos). A ET-ADGV 3.0 define como adquirir (regras de geometria, dimensões mínimas, topologia).

Contexto e Histórico

A ET-ADGV 3.0 foi desenvolvida pela Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) do Exército Brasileiro, sendo submetida à CONCAR para homologação. Seus novos projetos a partir de 2019 utilizam a EDGV 3.0 + ADGV 3.0 como padrão.

Projetos anteriores como o MapTopoGE (Grandes Escalas, >1:25.000) e o MapTopoPE (Pequenas Escalas, ≤1:25.000) são os contextos de aplicação desta norma.

Categorias de Informação Principais

HID
Hidrografia
Águas interiores, drenagem, massas d'água
TRA
Transporte
Rodoviário, ferroviário, hidroviário, aéreo
REL
Relevo
Curvas de nível, pontos cotados
VEG
Vegetação
Cobertura vegetal natural e cultivada
LML
Limites
Limites político-administrativos
EDF
Edificações
Construções no MapTopoGE
✅ Norma vigente: Os projetos DSG iniciados a partir de 2019 usam obrigatoriamente o par ET-EDGV 3.0 + ET-ADGV 3.0. A versão anterior (ET-ADGV Defesa F Ter) foi substituída.
Escalas e Dimensões Mínimas
Relação entre escala, dimensão no mapa e distância real no terreno

Fórmula Fundamental da Escala

E = d / D      →     D = d × N      |      d = D / N

Onde: E = escala (ex: 1/25.000), d = distância no mapa (em cm), D = distância real (em cm no terreno), N = denominador da escala.

Dimensão Mínima de Aquisição

A ET-ADGV estabelece que feições com dimensões inferiores ao limite mínimo de percepção cartográfica — convencionalmente 0,4 mm no mapa para linhas e dimensões mínimas — não precisam ser individualizadas. Abaixo de 0,6 mm (área mínima) a feição pode ser suprimida ou representada como ponto.

⚠️ Dimensão mínima × escala: A mesma feição pode ou não ser adquirida dependendo da escala do produto. Uma construção de 5m de lado é adquirível em 1:1.000 mas pode ser suprimida em 1:25.000.

Tabela de Conversão — Dimensão mínima 0,4 mm no mapa

Escala
0,4 mm → m
0,6 mm → m
1 mm → m
2 mm → m
1:1.000
0,4 m
0,6 m
1 m
2 m
1:2.000
0,8 m
1,2 m
2 m
4 m
1:5.000
2 m
3 m
5 m
10 m
1:10.000
4 m
6 m
10 m
20 m
1:25.000
10 m
15 m
25 m
50 m
1:50.000
20 m
30 m
50 m
100 m
1:100.000
40 m
60 m
100 m
200 m
1:250.000
100 m
150 m
250 m
500 m

Regras de Dimensão Mínima por Feição (ET-ADGV 3.0)

Feição Primitiva Dim. mínima (mapa) 1:25.000 1:50.000 1:100.000 1:250.000
Trecho de DrenagemLinhaqualquer comprimento
Massa d'Água — áreaPolígono≥ 4 mm² no mapa ≥ 2.500 m² ≥ 10.000 m² ≥ 40.000 m² ≥ 250.000 m²
Ilha em rioPolígono≥ 4 mm² no mapa ≥ 2.500 m² ≥ 10.000 m² ≥ 40.000 m² ≥ 250.000 m²
Rio duplo (faixa)Polígonolargura ≥ 0,4 mm ≥ 10 m ≥ 20 m ≥ 40 m ≥ 100 m
Trecho RodoviárioLinha (eixo)qualquer comprimento
Área de rodovia (pista)Polígonolargura ≥ 0,4 mm ≥ 10 m ≥ 20 m ≥ 40 m ≥ 100 m
Trecho FerroviárioLinhaqualquer comprimento
Edificação MapTopoGEPolígono≥ 0,4 × 0,4 mm ≥ 10×10 m ≥ 20×20 m ≥ 40×40 m ≥ 100×100 m

* Área mínima calculada: (0,4 mm × N)² onde N é o denominador da escala. Ex: 1:50.000 → (0,4×50.000 mm)² = (20.000 mm)² ... simplificando: 0,4mm→20m → 20×20 = 400 m² por faixa; para polígonos de área mínima (√4 mm² = 2mm lado) → 2mm × N = lado mínimo no terreno.

Exemplos de Cálculo

Exemplo 1: Um lago tem 1.800 m² de área real. A escala é 1:25.000. A área mínima no mapa é 4 mm². Área do lago no mapa = 1.800 / 25.000² = 1.800 / 625.000.000 m² = 2,88 × 10⁻⁶ m² = 2,88 mm². Como 2,88 mm² < 4 mm², o lago não deve ser adquirido como polígono nessa escala.
Exemplo 2: Um rio tem largura de 12 m. Na escala 1:25.000, 0,4 mm = 10 m. Como 12 m > 10 m, o rio pode ser adquirido como polígono (faixa de margem a margem).
Primitivas Geométricas
Os três tipos de geometria vetorial e suas aplicações na ET-ADGV 3.0
Ponto
Feição com localização definida, sem extensão dimensionável na escala. Ex: nascente, ponto cotado, marco.
Linha
Feição com extensão linear. Ex: trecho de drenagem, eixo de rodovia, curva de nível, linha de transmissão.
Polígono
Feição com área fechada. Ex: lago, edificação, bairro, área de vegetação. Deve ser fechado e sem auto-interseções.
⚠️ Escolha da primitiva depende da escala: Uma mesma feição real pode ser ponto em escala pequena e polígono em escala grande. Um açude é ponto em 1:250.000 e polígono em 1:25.000.

Feições com Representação Dupla

Alguns objetos têm representação por linha + polígono conforme a largura real:

FeiçãoCondição → LinhaCondição → Polígono
Rio / canalLargura < limiar da escala (ex: <10m em 1:25.000)Largura ≥ limiar da escala
RodoviaSempre por eixo (linha); área da pista se largura ≥ limiarFaixa de domínio ou canteiro em escala grande
FerroviaSempre por linha (eixo do trilho)Pátio ferroviário em escala grande

Regras Gerais de Geometria

  • Polígonos devem ser fechados (último vértice = primeiro vértice) e sem auto-interseção.
  • Linhas não devem ter vértices duplicados ou trechos de comprimento zero.
  • Vértices devem ser suficientes para representar a forma real sem distorção, mas sem excesso (vértices redundantes devem ser removidos).
  • A orientação de linhas de drenagem deve ser sempre montante → jusante.
  • A orientação de trechos de rodovia deve ser padronizada conforme os critérios de numeração da via.
Topologia e Regras de Integridade
Consistência espacial entre feições — fundamentos e erros comuns

Conceitos Fundamentais

A topologia define as relações espaciais entre feições: conectividade, adjacência, contenção e orientação. A ET-ADGV 3.0 impõe regras topológicas que garantem a integridade das redes e a consistência do banco de dados.

Erros Topológicos Mais Comuns

ErroDefiniçãoFeições Afetadas
Dangling NodeNó que não se conecta a outra feição; extremidade soltaDrenagem, rodovias, ferrovias
OvershootLinha ultrapassa o ponto de terminação corretoQualquer linha de rede
UndershootLinha não alcança o ponto de conexão (gap)Qualquer linha de rede
Pseudo-nó faltanteCruzamento sem nó compartilhadoRodovias, ferrovias, rios
Polígono abertoPolígono com borda não fechadaMassas d'água, edificações
Auto-interseçãoPolígono ou linha que cruza a si mesmoPolígonos em geral
Sobreposição indevidaDuas feições do mesmo tipo se sobrepõemPolígonos de mesma classe

Regra dos Nós Compartilhados

Toda junção entre feições lineares de rede (drenagem, transporte) exige um nó compartilhado — o vértice final de uma feição deve coincidir exatamente (mesmas coordenadas) com o vértice inicial ou final de outra.

ERRADO gap CORRETO
Nó compartilhado: vértices devem coincidir exatamente. Gap = dangling node = erro topológico.
Visão Geral — Categoria HID
Classes de objetos hidrográficos na ET-ADGV 3.0

A categoria Hidrografia (HID) agrupa as feições que representam as águas interiores e oceânicas da superfície terrestre, além de elementos naturais ou artificiais do ambiente aquático.

Principais Classes de Objetos HID

ClasseCódigo EDGVPrimitivaDescrição
Trecho de Drenagemhid_trecho_drenagem_lLinhaCurso d'água natural ou artificial (canal), desde a nascente até a foz ou confluência
Massa d'Águahid_massa_dagua_aPolígonoCorpo d'água com superfície definida: lagos, lagoas, reservatórios, açudes, etc.
Ilhahid_ilha_aPolígonoTerra emersa delimitada por água em todos os lados
Barragem/Diquehid_barragem_l / _aLinha ou Pol.Estrutura artificial de contenção de água
Queda d'Águahid_queda_dagua_p / _lPonto ou LinhaCachoeira, catarata, corredeira
Fozhid_foz_pPontoPonto de desembocadura de um curso d'água
Nascentehid_nascente_pPontoPonto de origem de um curso d'água
Área Úmidahid_area_umida_aPolígonoBrejos, várzeas, pântanos
Recife / Bancohid_recife_a / hid_banco_aPolígonoEstruturas subaquáticas que afetam a navegação

Atributos Comuns (HID)

AtributoTipoDomínio / Exemplo
geometriaAproximadaBooleantrue / false — indica se a geometria é estimada
nomeTexto"Rio São Francisco", "Lago Paranoá"
nomeAbrevTextoAbreviatura oficial
situacaoLeitoEnumperene / intermitente / seco / efêmero
regimeEnumpermanente / temporário
Trecho de Drenagem
Regras de aquisição para linhas de drenagem

Definição

O trecho de drenagem representa um segmento de curso d'água entre dois nós hidrográficos consecutivos (nascente, confluência, bifurcação, foz ou ponto de mudança de atributo). Cada trecho é uma feição independente.

Regras de Aquisição

✅ Regra fundamental — orientação: Todo trecho de drenagem deve ser digitalizado no sentido montante → jusante (da nascente para a foz). Esta regra é obrigatória para análises de bacia hidrográfica e modelagem hidrológica.
  • O trecho deve ser representado pelo eixo do talvegue (linha de maior profundidade do leito).
  • Cada trecho começa e termina em um nó hidrográfico (ponto de confluência, nascente ou foz).
  • Rios com largura ≥ limiar da escala devem ter também a faixa de margem a margem como polígono (classe hid_massa_dagua_a).
  • A linha de trecho de drenagem deve passar dentro do polígono de massa d'água quando ambos existirem simultaneamente.
  • Trechos que passam sob pontes ou estruturas similares devem ser contínuos (não interrompidos).
  • Canais artificiais, valas e drenos também são representados como trechos de drenagem, com atributo de origem artificial.

Atributos do Trecho de Drenagem

AtributoObrigatórioDomínio
nomeRecomendadoNome oficial do curso d'água
situacaoLeitoSimperene / intermitente / efêmero / seco
tipoTrechoSimnatural / artificial (canal, vala, dreno)
ordemHidrograficaRecomendadoOrdem de Strahler ou Shreve
geometriaAproximadaSimtrue / false

Diagrama — Rede de Drenagem

afluente afluente rio principal confluência ↙ montante jusante ↘
Confluências devem ter nós compartilhados. Fluxo sempre montante → jusante.
Massa d'Água
Lagos, lagoas, reservatórios, represas, açudes e faixas de rio

Definição e Aplicação

A classe Massa d'Água (hid_massa_dagua_a) representa corpos d'água com área superficial definida. Sua primitiva é sempre polígono.

Critérios de Aquisição

  • Lagos e lagoas com área ≥ limiar mínimo da escala devem ser adquiridos como polígono.
  • Rios com largura ≥ limiar da escala devem ter sua faixa margem-a-margem representada como polígono de massa d'água, além do trecho de drenagem linear que passa internamente.
  • O polígono deve representar a margem ordinária (nível médio das águas), não a cheia máxima.
  • Ilhas dentro de corpos d'água devem ser representadas como ilhas (hid_ilha_a), com o polígono de massa d'água "perfurado" em volta dela.
📌 Topologia exigida: O polígono de massa d'água deve ser topologicamente consistente: fechado, sem auto-interseções, sem gaps com polígonos adjacentes da mesma classe.

Atributos Principais

AtributoDomínio / Notas
tipolago natural / lagoa / reservatório / açude / represa / canal / brejo / outro
regimepermanente / temporário
nomeNome oficial
areaSuperficialEm m² (calculado a partir da geometria)
Barragem, Dique e Açude
Estruturas artificiais de contenção e controle hídrico

Barragem (hid_barragem_l / _a)

Estrutura transversal a um curso d'água que retém água a montante. Representada como linha (eixo da barragem) ou polígono em escala grande suficiente para mostrar a largura.

  • A linha deve cruzar o polígono de massa d'água do reservatório formado.
  • A linha de barragem deve tocar ambas as margens do rio (nós nas margens).
  • O trecho de drenagem a montante e a jusante são feições separadas (o nó de separação fica na barragem).

Açude

Reservatório artificial de pequeno porte, muito comum no Nordeste. A água represada é representada como polígono de massa d'água (tipo = açude). A estrutura de contenção é representada como barragem.

⚠️ Atenção: O polígono do açude/reservatório representa a superfície da água, não a área do terreno inundável. A barragem é uma feição separada que deve tocar os limites do polígono d'água.
Regras Topológicas — Hidrografia
Integridade espacial obrigatória para redes de drenagem

Regras de Conectividade da Rede

RegraDescriçãoConsequência da Violação
Nó compartilhado em confluênciaTodo ponto de junção de cursos d'água deve ter um nó exatoDangling node — rede desconectada
Continuidade sob pontesTrechos de drenagem não são interrompidos por pontesLacuna na rede hidrográfica
Trecho dentro da massa d'águaO eixo de drenagem deve passar dentro do polígono de massa d'águaInconsistência geométrica
Orientação montante-jusanteFluxo sempre da nascente para a fozErros em modelagem hidrológica
Sem trechos duplicadosNenhum segmento deve ser representado duas vezesContagem dupla em análises
Barragem toca margensA linha de barragem toca ambos os lados do rioBarragem "flutuante" sem sentido

Relacionamento Trecho × Massa d'Água

📌 Quando o rio é polígono E linha: Em rios representados como faixa (polígono), o trecho de drenagem linear continua existindo e deve estar completamente contido dentro do polígono. O trecho linear é o "eixo" e o polígono é a "margem a margem".
Visão Geral — Sistema de Transporte
Classes do subsistema rodoviário e ferroviário na ET-ADGV 3.0

A categoria Sistema de Transporte (TRA) agrupa os subsistemas destinados ao transporte e deslocamento de carga e passageiros. Para a ET-ADGV 3.0, os subsistemas mais detalhados são o Rodoviário (ROD) e o Ferroviário (FER).

Subsistemas

ROD
Rodoviário
Rodovias, vias urbanas, ciclovias, estradas
FER
Ferroviário
Ferrovias, metrôs, monotrilhos, VLT
HDV
Hidroviário
Portos, ancoradouros, rotas aquáticas
AER
Aeroportuário
Aeroportos, pistas, helipontos
DUT
Dutos
Oleodutos, gasodutos, minerodutos
Rodovias — Trecho Rodoviário
Regras de aquisição para a rede viária rodoviária

Definição

O trecho rodoviário representa um segmento de via entre dois nós de transporte consecutivos (interseção, início/fim de via, mudança de atributo). É adquirido pelo eixo da via independente do número de pistas.

Regras de Aquisição

  • Toda via deve ser representada pelo eixo (linha central).
  • Vias com canteiro central são representadas por dois trechos paralelos (um por pista), com nós nos pontos de retorno.
  • Em interseções, os segmentos devem ser partidos e compartilhar um nó topológico.
  • A via deve ser partida sempre que houver mudança de atributo relevante (tipo de pavimento, jurisdição, nome).
  • Estradas não pavimentadas, trilhas e caminhos também são adquiridos como trechos rodoviários, com o atributo revestimento adequado.

Atributos do Trecho Rodoviário

AtributoObrigatórioDomínio/Exemplo
codTrechoSimCódigo único do trecho
jurisdicaoSimfederal / estadual / municipal / particular
administracaoSimDNIT / concessionária / prefeitura
revestimentoSimpavimentado / não pavimentado / leito natural
nrFaixasSimnúmero inteiro ≥ 1
tipoPavimentoSimasfalto / concreto / paralelepípedo / outro
situacaoSimplanejado / em construção / operacional / abandonado
nomeRecomendado"BR-101", "Av. Paulista"
posicaoRelativaCondicionalem nível / elevado (viaduto) / subterrâneo (túnel)

Viaduto × Interseção em Nível

⚠️ Regra crítica: Quando uma via passa por cima de outra sem conexão física (viaduto), NÃO deve existir nó no cruzamento geométrico. Cada via é independente. O atributo posicaoRelativa = elevado distingue o viaduto. Se há conexão física (cruzamento em nível), deve existir nó compartilhado e os segmentos devem ser partidos.
Ferrovias — Trecho Ferroviário
Regras de aquisição para a rede ferroviária

Definição

O trecho ferroviário representa um segmento da rede ferroviária entre dois nós ferroviários consecutivos. É adquirido pelo eixo do trilho (ou eixo entre os dois trilhos em linha dupla).

Regras de Aquisição

  • Ferrovias de linha singela têm um trecho por segmento.
  • Ferrovias de linha dupla têm dois trechos paralelos, um por linha.
  • Em bifurcações e cruzamentos, os trechos devem ser partidos com nó compartilhado.
  • A geometria deve reproduzir fielmente as curvas do traçado, evitando vértices abruptos desnecessários.
  • Pátios ferroviários com múltiplos trilhos podem ser representados como área em escala grande.

Atributos do Trecho Ferroviário

AtributoDomínio
bitolalarga (1,60 m) / métrica (1,00 m) / mista / estreita
nrLinhas1 / 2 / múltiplas
situacaoem operação / em construção / desativado / abandonado
eletrificadasim / não
posicaoRelativaem nível / elevado / subterrâneo
Regras Topológicas — Transporte
Integridade espacial para redes viárias e ferroviárias

Regras de Conectividade da Rede Viária

RegraDescriçãoConsequência da Violação
Nó em interseçãoTodo cruzamento em nível exige nó compartilhado e segmentos partidosFalsa desconexão — impossibilita roteamento
Sem nó em viaduto/túnelCruzamentos sem conexão física (viaduto/túnel) NÃO têm nóConectividade falsa entre vias
Sem overshootSegmento não pode ultrapassar o ponto de términoDangling node — segmento espúrio
Sem undershootSegmento deve alcançar exatamente o ponto de conexãoGap na rede — não roteável
Partição por atributoVia deve ser partida onde atributo muda (ex: pavimento)Inconsistência de dados
Sem duplicatasNenhum segmento deve ser representado duas vezesDistorção em análises de comprimento
✅ Resumo viaduto: posicaoRelativa = elevado → sem nó no cruzamento geométrico. posicaoRelativa = em nível → com nó compartilhado e segmentos partidos.
Estruturas Viárias
Pontes, túneis, viadutos, rotatórias e outras estruturas

Ponte (tra_ponte_l / _a)

Estrutura que permite a passagem de uma via sobre um obstáculo (rio, ferrovia, outra via). Representada como:

  • Linha: eixo da ponte, coincidente com o trecho rodoviário/ferroviário que sobre ela passa.
  • Polígono: em escala grande, representando o contorno da estrutura.

O trecho de drenagem (rio) abaixo da ponte não é interrompido. A via sobre a ponte tem posicaoRelativa = elevado.

Túnel (tra_tunel_l)

Trecho de via que passa subterraneamente. O segmento de via tem posicaoRelativa = subterrâneo. Não há nó no cruzamento com feições da superfície. A linha do túnel pode ser representada com símbolo específico.

Rotatória

A rotatória é adquirida como um conjunto de trechos rodoviários que formam o anel. Cada entrada/saída é um nó de interseção com o anel. Não existe feição específica "rotatória" — ela é a topologia dos trechos.

Estacionamento / Pátio

Representado como polígono de área de transporte. Não faz parte da rede linear de trechos.

📌 Passagem de pedestre sobre/sob via: Passarelas e passagens subterrâneas para pedestres são feições independentes de Estrutura de Mobilidade Urbana (EMU), não pertencentes ao subsistema rodoviário.

Resumo ET-ADGV 3.0

Síntese dos pontos mais cobrados em concursos e provas técnicas

ESCALASConversão e Dimensões Mínimas
Fórmula da Escala
D = d × N  |  d = D / N
D = dist. real (cm) · d = dist. mapa (cm) · N = denominador
Ex: 1:25.000 → 1 cm no mapa = 25.000 cm = 250 m no terreno
Dimensão Mínima Geral
0,4 mm = limiar mínimo de percepção linear
4 mm² = área mínima de polígono (aprox.)
Escala0,4 mm →4 mm² →
1:5.0002 m100 m²
1:25.00010 m2.500 m²
1:50.00020 m10.000 m²
1:100.00040 m160.000 m²
Rio: Linha ou Polígono?
Largura < 0,4 mm mapa → só linha (trecho de drenagem)
Largura ≥ 0,4 mm mapa → polígono de massa d'água mais linha de trecho
Ex 1:25.000: rio <10 m → só linha. Rio ≥10 m → polígono + linha
HIDHidrografia — Pontos Chave
Orientação de Drenagem
Sempre montante → jusante. Obrigatório para toda rede de drenagem. Errar a orientação inviabiliza análises hidrológicas.
Confluências
Toda junção de cursos d'água exige nó compartilhado (mesmas coordenadas). Dangling node = erro. O trecho afluente deve ter seu último vértice coincidindo com um vértice do rio principal.
Sob Pontes
O trecho de drenagem é contínuo (não interrompido) ao passar sob pontes. A ponte é feição independente. Interromper o rio = erro topológico grave.
Massa d'Água
Lagos, lagoas, reservatórios, açudes → sempre polígono fechado. Margem ordinária (nível médio). Trecho de drenagem passa dentro do polígono quando há representação dupla.
Barragem × Reservatório
A barragem é uma feição linear que toca ambas as margens. O reservatório é um polígono de massa d'água. São duas classes distintas. A barragem deve estar sobre o rio (cruzando o polígono d'água).
Classes HID Resumidas
_l = linha · _a = área (polígono) · _p = ponto
Nascente → ponto · Trecho → linha · Lago → polígono · Ilha → polígono · Barragem → linha ou polígono
TRATransporte — Pontos Chave
Interseção em Nível
Cruzamento físico de vias → nó compartilhado obrigatório + segmentos partidos no cruzamento. Falta de nó = erro que impede roteamento.
Viaduto (sem conexão)
Via passa por cima de outra sem acesso físico → SEM nó no cruzamento geométrico. Atributo posicaoRelativa = elevado. Inserir nó falso cria conectividade inexistente.
Overshoot / Undershoot
Overshoot: linha ultrapassa o ponto final → dangling node.
Undershoot: linha não alcança o ponto de junção → gap/undershoot.
Ambos são erros topológicos que invalidam a rede.
Partição da Via
A via deve ser partida em todo ponto de mudança de atributo relevante: mudança de pavimento, jurisdição, nome, nrFaixas, situação. Cada segmento é uma feição com atributos homogêneos.
Ferroviária — Curvas
Curvas ferroviárias devem ser representadas com geometria suave e contínua, com vértices suficientes para reproduzir o traçado real. Evitar ângulos abruptos e vértices redundantes.
Via com Canteiro Central
Representada por dois trechos paralelos, um por pista de rolamento. Os pontos de retorno (conversão em U) são nós que conectam os dois trechos.
TOPOLOGIARegras de Integridade Espacial
Os 7 Erros Topológicos Principais
1. Dangling node — nó sem conexão
2. Overshoot — linha ultrapassa o fim
3. Undershoot — linha não alcança a junção
4. Pseudo-nó faltante — cruzamento sem nó
5. Polígono aberto — borda não fechada
6. Auto-interseção — linha ou polígono cruza a si mesmo
7. Sobreposição indevida — duas feições se sobrepõem
Primitiva × Feição (tabela rápida)
FeiçãoPrimitiva
NascentePonto
Trecho drenagemLinha
Lago/açudePolígono
IlhaPolígono
Trecho rod./ferrov.Linha
Edificação (GE)Polígono
Curva de nívelLinha
Ponto cotadoPonto
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